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A mãe que você teve molda a mãe que você é (ou evita ser)

A relação com a mãe é a primeira grande experiência psíquica de qualquer ser humano. Antes mesmo de termos linguagem ou consciência, é através dela que somos introduzidas ao mundo – ao corpo, ao afeto, ao vínculo, ao amor e também à ausência, à dor e à desconexão. E é nesse território primitivo que se desenha a forma como, mais tarde, seremos (ou deixaremos de ser) mães.

Poucas experiências têm tanto poder sobre a identidade feminina quanto a relação com a mãe. Não apenas a mulher externa, concreta, que cuidou de nós – mas, sobretudo, a mãe internalizada. Aquela que vive na nossa mente, nos nossos gestos, na forma como falamos conosco mesmas e nos julgamos em silêncio.

Você repete ou rejeita – mas ainda está presa à mesma história

Ao nos tornarmos mães, ou mesmo ao habitar o arquétipo materno em outros vínculos, quase sempre nos deparamos com um espelho invisível: o da nossa mãe. Algumas mulheres repetem o que viveram. Outras passam a vida tentando não repetir. Mas, em ambos os casos, seguem referenciadas por uma história que ainda não foi ressignificada.

É como se estivéssemos presas a um roteiro que não escrevemos – mas que seguimos à risca, com dor, com culpa, com amor e resistência. E nesse enredo, há marcas que precisam ser olhadas: exigência, falta de escuta, ausência emocional, sobrecarga, crítica constante, fragilidade nunca nomeada.

Ser mãe não nos liberta automaticamente da filha ferida

Muitas mulheres acreditam que, ao se tornarem mães, poderão “consertar” o que viveram como filhas. Que poderão dar aos filhos o que não tiveram – e, de algum modo, curar retroativamente suas próprias feridas. Mas o que acontece, muitas vezes, é que essas feridas reaparecem com mais força. Elas são ativadas nos momentos mais delicados da maternidade: quando o filho chora, quando exige, quando nos rejeita, quando nos espelha.

Nessa hora, não é só a mãe que reage. É também a filha ferida que nunca teve espaço para existir com verdade. E, sem perceber, a mulher começa a maternar seus filhos com o peso daquilo que não foi cuidado nela.

Curar a mãe interna é libertar a mulher que você é

O processo de cura não é sobre culpar a mãe que tivemos. É sobre compreender o impacto que ela teve em nossa psique. É sobre reconhecer a forma como ela nos amou – e também aquilo que ela não conseguiu nos dar. É um caminho de lucidez e compaixão, onde deixamos de ser filhas obedientes de uma história dolorosa para nos tornarmos mulheres responsáveis por nossa própria travessia.

Curar a mãe interna significa revisar os padrões que operam em silêncio. Dar nome às vozes que nos controlam. E abrir espaço para novas escolhas, mais alinhadas com a nossa verdade e não com a herança emocional inconsciente.

Você pode ser mãe, filha e mulher – sem se perder em nenhuma delas

Existe um lugar onde essas três dimensões podem coexistir com inteireza. Um lugar onde a mãe que você se tornou encontra compreensão, onde a filha que você foi encontra acolhimento, e onde a mulher que você é encontra escuta.

Esse lugar é simbólico, mas pode ser vivido. Ele começa quando você decide sair da repetição cega e entrar num percurso consciente. Quando você escolhe se tornar protagonista da sua história – com amor, com fé, com presença.

Mães no Divã: um espaço para ressignificar sua herança emocional

O curso Mães no Divã é um convite a essa travessia. Ele não oferece respostas prontas, mas caminhos de escuta. Não propõe soluções mágicas, mas processos de cura.
É um percurso que atravessa a culpa, o arquétipo, os espelhos, a criança interna, a ancestralidade feminina – e entrega à mulher uma nova possibilidade de ser, sem precisar apagar o que veio antes.

Se você sente que a mãe que você teve ainda molda a mulher que você é, talvez seja hora de transformar esse espelho em portal.

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